quarta-feira, 6 de outubro de 2010

eu preciso que entendas.

 Não sei se algum dia hás-de vir a ler isto mas não me importa, não tenho nada a esconder, vou escrever apenas verdades.
  Um grau de dor? De zero a dez? Vinte.
 Nunca imaginei que alguém pudesse sentir tanta dor junta, com tanta intensidade e sobretudo com tanta sinceridade, nunca pensei que pudesse haver uma dor tão sincera assim.
 Uma definição para o meu estado físico e mental? Morta. Sim, um pouco exagerado mas é o que mais se aproxima da realidade. Morte.

 E eu achava bom o facto de me proporcionares sentimentos intensivos mas afinal, todas as coisas têm prós e contras. 
 Se queres que te diga a verdade, nunca pensei que fosse possivel que a realidade mudasse tão radicalmente de um dia para o outro mas é, a dor que me causaste é a prova disso.
 Tinhas razão quando me chamavas paranóica e lamento que assim o seja mas será que foi este o preço a pagar por tal insegurança? Não quero tornar-me repetitiva mas tenho de o fazer, se isso causou a tua felicidade, então eu não me importo, prometo.

 Um dia troca-mos de papéis, tu morres e eu vivo para contar a história.
 Um dia hás-de perceber
.